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Oito estratégias práticas para não procrastinar

  • 15 de junho de 2020
  • Postado por: admin

Na semana passada nós falamos aqui sobre procrastinação. No primeiro texto, o psicólogo Heitor Pontes Hirata explicou porque as pessoas procrastinam, apresentou os tipos de procrastinadores, comentou que essa é uma prática natural – desde que não se torne crônica – e destacou o quanto ela pode atrapalhar a rotina de estudos dos adolescentes. Hoje, ele compartilha com você 8 estratégias práticas para não procrastinar. Veja quais são:

  1. Visualizar o horário disponível em um quadro: Muitas pessoas sequer têm noção de quanto tempo disponível elas têm para realizar as próprias tarefas. Algumas acham que têm muito tempo quando na verdade não há essa disponibilidade. Outras têm muito mais tempo livre do que imaginam, mas perdem muitos momentos de possível produtividade em atividades no celular, por exemplo. Para visualizar o tempo livre disponível, pegue uma folha (conforme o exemplo) e escreva todos os horários nos quais você está acordado na vertical. Coloque todos os dias da semana na horizontal. Pinte todos os quadradinhos que correspondam a horários já ocupados por você. Isto dará uma noção mais exata de quanto tempo você pode utilizar para realizar suas tarefas.
No exemplo, todos os espaços pintados significam o tempo já comprometido da pessoa. Então ela tem a exata noção de quais horários ela pode utilizar para se organizar.
  1. Utilizar estratégias de manejo de tempo: Atualmente dispomos de uma série de aplicativos que nos ajudam a controlar o tempo das tarefas. Um deles é baseado na técnica Pomodoro, uma estratégia que consiste em utilizar blocos de tempo (25 minutos) com intervalo de 5 minutos entre os blocos. Após quatro blocos de 25 minutos, um intervalo maior é concedido. É importante que sejam utilizadas estratégias que funcionem para você. Algumas pessoas precisam de intervalos regulares, ao passo que outras conseguem manter a atenção na tarefa por um tempo mais prolongado.
  1. Deixar de lado elementos de distração: Um ambiente com menos informação possível pode ser um grande aliado no combate à procrastinação. Estudar em um ambiente com televisão, cama, comida e outras distrações pode ser muito contraproducente. O ideal é um ambiente organizado e com o mínimo de estimulação possível. Pode ser necessário deixar o celular em outro cômodo ou no modo avião, uma vez que a expectativa de receber mensagens pode, por si só, ser um elemento que aumenta a chance de distração.
  1. Dividir a tarefa: Qualquer grande tarefa pode ser dividida em elementos menores. Gary Kroehnert em seu livro “Domando o tempo” usa a figura do elefante para fazer uma analogia. Um grande afazer é como se fosse um elefante, muito grande e difícil de ser processado. A sugestão é, portanto, diminuir a tarefa em unidades menores e mais fáceis de serem executadas.
  1. Realizar as tarefas em ordem de urgência e dificuldade: O ideal é deixar sempre as tarefas mais urgentes para serem feitas primeiro e, dentro das mais urgentes, fazer das mais fáceis para as mais difíceis. Quanto mais tarefas forem realizadas, maior é a sensação de “dever cumprido” e maior a chance de se manter firme no propósito inicial.
  1. Ser realista: Não adianta querer fazer uma dissertação de mestrado inteira em um ou dois meses. É preciso planejamento para que as tarefas sejam cumpridas adequadamente. Metas irreais tendem a frustrar e fazer com que não queiramos mais fazer nada.
  1. Utilizar os espaços em branco do horário, mesmo que sejam pequenos: Muitas vezes é possível fazer algo simples em um espaço curto de tempo. Algumas pessoas tendem a “matar” esse tempo com distrações porque pensam que nada pode ser feito em 20 ou 30 minutos. É importante abrir-se para esta possibilidade.
  1. Ter em mente que cada passo o aproxima de uma vida que você quer ter: Ao procrastinar menos, note o quanto você está se aproximando do que é importante para você. Parabenize-se por estar mais perto daquilo que é significativo.

Este breve texto teve como objetivo apresentar o tema da procrastinação e sugerir alguns pontos para reflexão. Ele pode também ser um convite à prática à autoconsciência e à emissão de comportamentos que vão no sentido oposto ao da procrastinação crônica.

Texto escrito pelo psicólogo Heitor Pontes Hirata e originalmente publicado aqui.

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