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Abril e a conscientização do Autismo: diagnóstico e mercado de trabalho

Abril e a conscientização do Autismo: diagnóstico e mercado de trabalho

  • 2 de abril de 2021
  • Postado por: Autor Anônimo

O que comemoramos em 2 de abril não é uma data comercial e também não está no calendário de feriados, mas isso não faz com que essa data seja menos importante, especialmente para cerca de 2 milhões de brasileiros e suas famílias. Hoje é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio de neurodesenvolvimento de alta complexidade e diversidade de manifestações clínicas – cognitivas, emocionais e neurocomportamentais. As características que orientam o diagnóstico do TEA são bem definidas; entretanto, não existe um biomarcador para isso.

O diagnóstico do TEA pode ser complexo, pois as pessoas não apresentam um quadro-padrão de desenvolvimento e podem observar diferentes manifestações. Assim, não há um padrão definitivo de diagnóstico, que é feito pela análise de um conjunto de informações clínicas sobre o desenvolvimento e crescimento do paciente.

Por isso, “o DSM-5 define o TEA por duas categorias de critérios principais, uma com três critérios de comunicação social (critério A) e outra com quatro critérios de comportamentos restritos e repetitivos (critério B).” (Marchezan, Grokoski e Riesgo, 2018, p.80)

São critérios diagnósticos do autismo, segundo o DSM-5:

a. déficits persistentes na comunicação social e na interação social em múltiplos contextos manifestados no momento ou em história prévia, incluindo déficits (1) na reciprocidade socioemocional, (2) nos comportamentos comunicativos não verbais e (3) para desenvolver, manter e compreender relacionamentos;

b. padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades, incluindo pelo menos dois dos citados: (1) movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos; (2) insistência nas mesmas coisas, adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de comportamento verbal/não verbal; (3) interesses fixos e altamente restritos que sejam anormais em intensidade e foco; (4) hiper ou hiporeatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum por aspectos sensoriais do ambiente.

TEA e mercado de trabalho

Reportagem da revista Exame destaca que estima-se que, no mundo, haja 70 milhões de pessoas com TEA, muitas sem qualquer diagnóstico médico, o que dificulta o aprendizado e a empregabilidade dessas pessoas.

Ao mesmo tempo, as empresas tem percebido que autistas de alto rendimento, por exemplo, podem ser excelentes profissionais por terem uma grande capacidade de atenção e retenção de tarefas. Tanto que a taxa de retenção desses profissionais é de 93% após um ano de contratação, conforme estudo da consultoria global Specialisterne.

“Autistas de alto rendimento têm sido reconhecidos também ao terem uma representante de peso, a jovem ativista Greta Thunberg, que tem Síndrome de Asperger, um dos espectros de autismo”, afirma a reportagem.

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