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Qualquer coisa

  • 22 de abril de 2021
  • Postado por: Autor Anônimo

Confinamento pode gerar ansiedade e sofrimento nas crianças

A ansiedade infantil no lockdown talvez não seja um tópico que vem na mente de muitos quando questionados sobre os novos desafios gerados pela pandemia da Covid-19 que assola o mundo há mais de um ano. Mas, sem dúvida, é um ponto que merece atenção, principalmente dos pais e responsáveis pela saúde e bem-estar dos pequenos.

Para os que estão na primeiríssima infância, que vai desde o período de gestação até os três anos de idade, ainda não há um entendimento dos acontecimentos do mundo externo. Desse modo, as crianças podem acabar percebendo sentimentos de estresse e ansiedade a partir da relação com a mãe ou cuidador, que estão lidando de forma ativa com as consequências do novo coronavírus no seu dia a dia.

O cenário se altera entre as crianças de três a seis anos, uma vez que essas já conseguem ter uma percepção do seu entorno e de sua própria rotina. Sendo assim, a ansiedade infantil no lockdown pode acabar sendo desencadeada justamente por mudanças na organização dessa rotina e pelas tentativas dos pequenos ao tentar entender essas novas dinâmicas.

Parte do processo de aprendizagem e do desenvolvimento cognitivo das crianças dessa faixa etária, a exploração de novos espaços também é comprometida com o confinamento e pode agir como um agente estressor e causador de ansiedade. Assim como o enfretamento de um possível luto familiar em caso de doença ou morte no período de pandemia.

A ansiedade infantil no lockdown pode se intensificar nas crianças a partir dos sete anos de idade. Limitadas ao núcleo familiar, elas sentem a perda do convívio com demais membros da família, como avós, tios e primos. O convívio social na escola também é afetado com o fechamento das instituições de ensino. Além da perda de contato com os amigos próximos e vizinhos.

O confinamento em seus lares também interfere no gasto de energia das crianças, que não podem mais ir ao parque, por exemplo, desfrutando apenas dos espaços de sua casa e do jardim. O que acaba nem sendo possível para as muitas famílias que moram em apartamento e tiveram as áreas comuns dos condomínios interditadas para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

Um caso à parte, as aulas on-line têm contribuído muito para a ansiedade infantil no lockdown. Além de ser uma novidade, o que já causaria o sentimento natural de ansiedade, a modalidade também desencadeia outros desafios que podem agir como agentes estressores, como a falta de estrutura para acompanhar as aulas, a dificuldade de assimilar os conteúdos e a falta de disponibilidade dos pais ou responsáveis para auxiliar as crianças nesse quesito.

O QUE FAZER

É importante que os pais e responsáveis respeitem o processo de luto pelo qual os pequenos devem passar devido às mudanças repentinas ocasionadas pela pandemia, como a perda de liberdade e a restrição em seu convívio social com o afastamento dos colegas, amigos e familiares. Esses momentos emocionais difíceis também são sentidos pelas crianças e não podem ser invalidados.

Eles também precisam compreender que a ansiedade infantil no lockdown pode se apresentar de diferentes maneiras. Por isso, devem se atentar para sinais como dificuldade de concentração, falta de apetite, dores de cabeça, etc., que não tenham um motivo aparente. O sono da criança também pode acabar sendo afetado e precisa ser monitorado.

Como a rotina e a sensação de previsibilidade são fatores importantes para a sensação de segurança gerada nas crianças, é essencial que as famílias busquem a restauração de alguma normalidade na rotina dos pequenos. Aproveitando também para estreitar ainda mais os laços familiares, oferecendo e recebendo apoio.

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