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Como identificar a gratidão na infância e quando estimulá-la?

Como identificar a gratidão na infância e quando estimulá-la?

  • 26 de agosto de 2021
  • Postado por: Toctoctoc

Identificar a gratidão na infância e sua autenticidade pode ser uma tarefa árdua. Isso porque as crianças são naturalmente individualistas e nem sempre é fácil para elas a sentirem ou demonstrarem. A boa notícia é que tal habilidade emocional pode ser aprendida pela garotada se houver incentivo da parte dos pais ou outros responsáveis.

Ter uma noção básica sobre o “eu” é um pré-requisito para que sentimentos interindividuais sejam possíveis, ou seja, para que um ser humano vivencie algum tipo de reconhecimento pela ação de outro.

Embora não haja consenso entre os pesquisadores sobre a partir de que idade exatamente as crianças entendem o sentimento de gratidão, alguns acreditam que desde os dois ou três anos elas têm alguma ideia a respeito.

Crianças menores de dois anos, em geral, não entendem qual é o sentido de agradecer. Podem dizer “obrigado”, mas será como uma repetição do que pedem a elas e não do que sentem. A partir dos dois ou três anos, os pequenos já têm um conceito mais amplo de gratidão.

A relação entre o sentimento de gratidão e a intencionalidade da ação do benfeitor também parece desenvolver-se durante a infância. Porém, antes dos sete anos, as crianças tendem a levar em conta apenas o benefício recebido e não a intenção do benfeitor.

Outro aspecto estudado diz respeito ao agradecimento por um presente recebido. Por um lado, é preciso ter em mente que um agradecimento nem sempre expressa gratidão; muitas vezes, as pessoas agradecem apenas por uma questão de polidez. Por outro lado, é através das regras de polidez que a criança pode começar a compreender certas virtudes e o “obrigado” aponta para a gratidão.

EXEMPLOS

De toda forma, é fato que a gratidão na infância pode ser aprendida e então colocada em prática. Cabe aos adultos ensinarem e incentivarem as crianças desde cedo nesse sentido com exemplos verdadeiros e atitudes simples e naturais no dia a dia.

De maneira geral, os pais ou outros responsáveis se preocupam em formar filhos que sejam bons cidadãos, empáticos, preocupados com o bem-estar comum e que saibam valorizar o que têm.

Mas, na prática, muitas vezes fazem isso de uma maneira ineficaz, com frases do tipo: “Você deveria ser grato; sabe quantas pessoas não têm casa nem comida?” No entanto, ao ouvir esse tipo de afirmação, a criança não se sente grata, mas culpada.

Outra crença comum entre os adultos é a de que transmitir o valor da gratidão na infância se resume a ensinar os pequenos a dizerem “por favor” e “obrigado”. Essas expressões têm importância fundamental na vida em comunidade, mas dizem respeito mais a uma polidez no trato social do que efetivamente a um incentivo à gratidão.

MANEIRAS

Pode-se ensinar e praticar a gratidão na infância de diversas maneiras e em diferentes momentos do cotidiano.

As crianças devem aprender a serem gratas não somente pelo material, mas também por gestos que as pessoas tenham com elas, seja alguém ter estendido a mão e ajudado em alguma ocasião ou preparado seu lanche ou almoço por exemplo.

Também é necessário incentivar a garotada a ser grata pelas pequenas coisas ou ações. Saber demonstrar gratidão às crianças quando apropriado é outro ensinamento fundamental.

Ainda é importante ensinar que a gratidão na infância pode ser demonstrada não somente com palavras, mas nos detalhes, com gestos, sorrisos, beijos e abraços.

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